domingo, 1 de março de 2009

HELIL

Este texto foi retirado da obra
“A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho”,
de Célia Urquiza de Sá


Por volta do último quartel do século catorze, Jesus dispôs-se a visitar o planeta Terra, a fim de verificar o processo realizado pela sua doutrina de amor. Após observar que o mundo político, económico e social do ocidente estava conturbado pelo egoísmo, orgulho e vaidade dos habitantes das grandes potências europeias, Jesus, juntamente com Helil, traçam um novo roteiro para o desenvolvimento espiritual dos terráqueos. Para isso, Helil deveria reencarnar em Portugal e direccionar o povo português às conquistas marítimas, com o objectivo de descobrir as terras virgens da América.

Encarnado no período de 4 de Março de 1394 a 13 de Novembro de 1460, como o heróico Infante Dom Henrique – Infante de Sagres, o Navegador – filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além mar, criando as condições necessárias para o futuro descobrimento da "Pátria do Evangelho" – Brasil – que aconteceu em 1500, por Pedro Álvares Cabral.
A grande expedição de Cabral deixou Portugal no dia sete de Março do ano de 1500. Em alto mar, as noites do grande expedicionário são povoadas de sonhos sobrenaturais e, insensivelmente, as caravelas inquietas cedem ao impulso de uma orientação imperceptível, desviando os caminhos das Índias para o coração geográfico do Brasil.

O infante D. Henrique, encarnação de Helil, foi um emissário de Jesus. Como espírito de elevada hierarquia, permaneceu adstrito ao cumprimento da tarefa que lhe fora atribuída. D. Henrique instituiu um roteiro de coragem, para que fossem transpostas as imensidades perigosas e solitárias (…)
Zurara – Gomes Eanes de Zurara, 1410-1474 – navegador e historiador português confirma a hierarquia elevada do Infante D. Henrique quando numa das suas crónicas retrata o Infante de Sagres como “um homem de extraordinárias virtudes. Nunca foi avarento, nem era dado ao luxo. Usava gestos calmos e palavras suaves. Sempre foi muito dedicado ao trabalho. Não era rude, mas sabia manter a disciplina. Absteve-se de álcool desde a mocidade.”
Ainda temos: “O terceiro filho de D. João I e de D. Filipa (…) poderia viajar de Corte para Corte como o irmão Dom Pedro, mas recusou todas as ofertas da Inglaterra, da Itália e da Alemanha, e escolheu a vida de um estudioso e de um homem de mar, retirando-se cada vez mais do mundo conhecido para descobrir o desconhecido”. (Beazley, 1945, p. 135)

Era como se ele a todo o momento estivesse dizendo ao mundo que sabia qual era a sua missão e tinha pressa em cumpri-la.

Helil, depois do seu desencarne, continuou a luta pela causa do Evangelho. A sua influência espiritual junto a D. Duarte e D. Afonso V não fora marcada pelo êxito, porém, com relação a D. João II, consegue que diversas expedições sejam organizadas e enviadas ao mar.

No final das I Jornadas de Medicina e Espiritualidade realizadas em Lisboa, no dia 15 de Outubro de 2006, veio a mensagem de Helil, o mentor de Portugal que, por ordem directa de Jesus, reencarnou como o Infante D. Henrique, o Navegador, para levar a cabo a saga dos Descobrimentos.

“Há aproximadamente cinco séculos partiam nossas naus em direcção ao novo mundo, na construção dos objectivos traçados pelo Cristo Jesus.
Constituíam-se, então, novos laços e o sangue português espalhava-se nas terras da América, fazendo com que o Cruzeiro se encravasse, para que as Boas Novas fossem realmente compreendidas entre os povos.
Hoje, em naus diferentes, os nossos irmãos do Brasil retornam [regressam] às terras portuguesas, trazendo as ideias para as quais foram um dia concitados [incitados] a trabalhar. O ideal do Evangelho faz-se realidade.
E a reunião com a Ciência é a construção de um portal para que o Velho Mundo compreenda finalmente a Mensagem do Amor, há muito esquecida.
Tenhamos a certeza e guardemos esta data como um marco para o ideal espírita, não só nestas plagas [neste país], mas por toda a Europa.
Que a paz que nos envolve neste instante, caminhe convosco em direcção aos vossos lares. Que as luzes que caem sobre vós nestes momentos, sejam benesses de saúde e tranquilidade nas vossas caminhadas.
Sinto-me imensamente honrado ao ver que a minha humilde contribuição faz-se [dá] frutos neste encontro de Amor.
Do servidor de Cristo,
Helil

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

DOUTRINA ESPÍRITA ou ESPIRITISMO

Autor: CEI – Conselho Espírita Internacional (http://www.spiritist.org/)



O que é Espiritismo?

  • É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Génese".
  • É o Consolador prometido, que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Jesus ensinou, "restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido", trazendo, assim, à Humanidade as bases reais para sua espiritualização.

O que revela?

  • Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
  • Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objectivo da existência terrena e qual a razão da dor e do sofrimento.

Qual a sua abrangência?

  • Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das actividades e do comportamento humanos.
  • Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.

O que o Espiritismo ensina?

Pontos fundamentais:

  • Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, omnipotente, soberanamente justo e bom.
  • O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
  • Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
  • No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
  • Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
  • O homem é um Espírito encarnado num corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
  • Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
  • Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até à perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
  • Os Espíritos preservam a sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
  • Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
  • Os Espíritos evoluem sempre. Nas suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
  • Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
  • As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos atraem-nos para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e ajudam-nos a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos impelem-nos para o mal.
  • Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade e a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
  • A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objectivo a ser atingido pela humanidade.
  • O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências das suas acções.
  • A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
  • A prece é um acto de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a ideia da existência do Criador.
  • A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança faz-se mais forte contra as tentações do mal e Deus envia-lhe bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.
Prática Espírita
  • Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes".
  • A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
  • O Espiritismo não tem corpo sacerdotal e não adopta e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: paramentos, bebidas alcoólicas, incenso, fumo, altares, imagens, andores, velas, procissões, talismãs, amuletos, sacramentos, concessões de indulgência, horóscopos, cartomância, pirâmides, cristais, búzios, rituais, ou quaisquer outras formas de culto exterior.
  • O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los.
  • A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é um dom que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da directriz doutrinária de vida que adopte.
  • Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
  • O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem, trabalha pela confraternização entre todos os homens independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença ou nível cultural e social, e reconhece que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".

    O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correcto conhecimento da Doutrina Espírita
"Nascer, morrer, renascer, ainda, e progredir sempre, tal é a lei."

"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade".

"Fora da caridade não há salvação".

domingo, 2 de novembro de 2008

Quem é Allan Kardec?


Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, França, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de Março de 1869) foi um pedagogo e escritor francês. Sob o pseudónimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita.

Pseudónimo
O pseudónimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adoptado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores.


Biografia
A juventude e a actividade pedagógica
Nascido numa antiga família de orientação católica
com tradição na magistratura e na advogacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.
Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdun, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e activo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos catorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.
Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atracção.
Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema "Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?"
A 6 de Fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet.
Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve na sua residência, à rua de Sévres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia
comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didáctica, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemónico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.
Publicou diversas obras sobre Educação.


Das mesas girantes à Codificação
Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenómeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em Maio de 1855 a sua curiosidade se voltou efectivamente para as mesas, quando começou a frequentar reuniões em que tais fenómenos se produziam.
Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso, com o objectivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem. Adoptou, nessa tarefa, o pseudónimo que o tornaria conhecido – Allan Kardec – nome esse, segundo o que teria lhe dito um espírito, que teria utilizado em uma encarnação anterior como Druida.
Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de Abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de Janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores.

Faleceu em Paris, a 31 de Março de 1869, aos 64 anos de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmenes druídicos, acima do seu tumulo, lê-se o seu lema: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei".
No seu sepultamento, o astrónomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:


“Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto dos teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra... Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro acanhado demais. (...)

Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!”


Camille Flammarion

Localização


Rua Raul de Matos, Lote 58 - Loja B
8000 - 536 FARO

GPS: 37.017318,-7.917580




sábado, 1 de novembro de 2008